Novas regras no Pix entram em vigor no dia 1º de novembro de 2024
- Mateus Canaver

- 15 de out. de 2024
- 2 min de leitura
A partir de 1º de novembro, entram em vigor novas regras para o Pix, definidas pelo Banco Central (BC). Essas mudanças visam aumentar a segurança das transações, impondo um limite de R$ 200 para operações feitas por dispositivos recém-adicionados. Além disso, haverá um teto de R$ 1 mil por dia para transferências feitas a partir de celulares e computadores que ainda não foram cadastrados nos bancos.

Para realizar transferências com valores mais altos, será necessário cadastrar os dispositivos, como celulares e computadores, junto às instituições financeiras. Essas instituições deverão implementar mecanismos para gerenciar o registro, exclusão, alteração, portabilidade e reivindicação de posse das chaves Pix, além de regulamentar o fluxo de entrada e saída de dinheiro nas contas.
De acordo com o Banco Central, essas novas medidas buscam combater fraudes e golpes, oferecendo um sistema de pagamentos mais seguro para os usuários.
Mudanças no sistema do Pix
As instituições financeiras deverão adotar soluções de gestão de risco que utilizem dados armazenados pelo BC, capazes de identificar transações suspeitas ou fora do perfil comum do cliente.
Elas também precisarão disponibilizar, em seus canais digitais, orientações para os clientes sobre como evitar fraudes.
A cada seis meses, as instituições deverão verificar se algum cliente possui registros de fraude na base de dados do BC, tomando medidas diferenciadas, como o encerramento de contas ou a implementação de limites temporários e bloqueios cautelares para autorizações de transações desses clientes.
Cadastro de dispositivos
Apenas dispositivos previamente cadastrados pelo cliente poderão realizar transferências via Pix acima de R$ 200, com um limite diário de R$ 1 mil. Essa medida visa reduzir a possibilidade de fraudes em que criminosos, por meio de roubo ou técnicas de engenharia social, obtenham as credenciais dos usuários para realizar transações de dispositivos diferentes.
É importante destacar que essa exigência de cadastro é válida apenas para dispositivos que ainda não tenham sido usados para iniciar transações Pix pelo cliente. O intuito é dificultar ações fraudulentas onde terceiros obtêm, de forma ilegal, acesso a informações de login e senha.
“O Banco Central está continuamente trabalhando para tornar o Pix mais seguro. Essas novas medidas vão ajudar a reduzir a ocorrência de determinados golpes e a melhorar o uso das informações antifraude armazenadas em nossos sistemas”, afirmou Breno Lobo, chefe adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central, em nota oficial.
Pix Automático previsto para 2025
Outra novidade anunciada pelo BC é o lançamento do Pix Automático, programado para 16 de junho de 2025. Esse recurso será voltado para facilitar cobranças recorrentes e poderá ser utilizado por empresas de diversos setores, como concessionárias de serviços públicos, escolas, academias, planos de saúde, entre outros.
Para os pagadores, o Pix Automático trará praticidade, permitindo a autorização de débitos periódicos diretamente pelo celular, sem a necessidade de autenticação em cada transação. Para as empresas, essa funcionalidade promete aumentar a eficiência nos recebimentos, reduzir os custos com cobranças e diminuir a inadimplência.




Comentários